terça-feira, 10 de novembro de 2009

● Futebol Feminino no Brasil ●

A primeira partida de futebol no Brasil foi realizada em 1921², em São Paulo, quando se enfrentaram os times das senhoritas catarinenses e tremembeenses. Entretanto as meninas enfrentaram muitas dificuldades como na década de 1940, quando foi criado no Brasil, pelo Estado Novo (denominação do Governo de Getúlio Vargas a partir de 1930), o Decreto Lei 3199, que criou o Conselho Nacional dos Desportos, vigorando até 1965. A matéria trazia no Artigo 54 do Capítulo IX – Disposições Gerais e transitórias a seguinte proibição – “Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza, devendo para este efeito, o Conselho Nacional de Desportos baixar as necessárias instruções às entidades desportivas do país.” Anos depois, a decisão foi revogada, mas ainda era vetada a realização de jogos em estádios oficiais. Mesmo assim, surgiu a primeira “craque” no País, pelo menos em termos de reconhecimento pela Imprensa: Pelezinha. Nascida em Lins, Marilsa Martins da Silva, jovem negra de 1.60m, jogava futebol – como se diz popularmente – de gente grande. Em 1986, o time em que jogava – Esporte Clube Radar - sagrou-se tetracampeão carioca diante de mais de cem mil pessoas, em um estádio armado nas areias de Copacabana.
Em 1991, com a organização do Primeiro Mundial pela FIFA, iniciou-se uma era de maior valorização – mesmo que longe da ideal - da modalidade feminina. Os anos 90 foram marcados pelas embaixadinhas de Milene Domingues (ex-mulher de Ronaldo Fenômeno), que jogou dos 16 aos 19 anos no Esporte Clube Corínthians, e pela beleza de Susana Werner, do Clube de Regatas Fluminense. Em 1996, o futebol feminino foi incluído como categoria nas Olimpíadas. O Brasil ficou
com o quarto lugar nesse primeiro campeonato olímpico. O Vasco da Gama foi campeão estadual com cinco jogadoras da seleção das Olimpíadas de Atlanta(EUA): Pretinha, Marta, Fanta, Suzi e Meg. O São Paulo foi o primeiro campeão brasileiro (torneio que existiu de 1998 a 2001), com Kátia Cilene, Sissi e Formiga. Na mesma época, Pretinha despontava no Vasco hexacampeão carioca (1995 a 2000).
Em 2003, sob o comando do técnico Paulo Gonçalves, as meninas conquistaram a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos e também o tetra campeonato sul-americano.
A seleção brasileira conquistou uma nova medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007. Com o estádio do Maracanã lotado, a jogadora Marta fez cinco gols sobre a seleção dos Estados Unidos. As meninas do futebol feminino terminaram a campanha do bicampeonato no Pan-Americano, com seis vitórias em seis jogos, com 33 gols marcados. Marta terminou o Pan-Americano como melhor jogadora e também artilheira da competição, com 12 gols. A atleta, aliás, já há três anos consecutivos vem sendo escolhida como a melhor jogadora de futebol feminino no mundo, prêmio conferido anualmente pela FIFA.
Mais recentemente, o Corínthians contratou Cristiane, outra estrela do futebol brasileiro. Menos de um ano depois de anunciar ambicioso projeto que envolvia o futebol feminino, o clube acabou com o seu time e deixou diversas jogadoras desempregadas, sem dinheiro e patrocínio.
São José do Rio Preto, Botucatu, São Caetano, Jundiaí, Campinas, São José dos Campos, Marília e Itanhaém são os principais times de futebol feminino no Estado de São Paulo.

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